alguém devia dizer ao Henrique que ele não tem piada e que é porco e que este texto dá asco e vómitos e parece a transcrição exacta da mente de um depravado sexual. podia ser que ele decidisse reverter de vez o processo que deu origem ao seu nascimento.
http://expresso.sapo.pt/o-adriana-da-me-o-teu-amor=f755770
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012
pequena rábula belga
1. o tempo tem sérios problemas de identidade com laivos de bipolaridade;
2. escrever tudo em duas línguas diferentes é parvo;
3. ter a sanita e o resto da casa de banho separados faz todo o sentido, porque não dá jeito nenhum lavar as mãos logo a seguir;
4. segundo a Wikipedia, Bruxelas tem, em média, 200 dias de chuva por ano - ou 300, segundo os próprios habitantes! ter a máquina de lavar fora de casa ou não ter de todo - o que obriga a vestir o sobretudo - é, a bem dizer, estúpido.
2. escrever tudo em duas línguas diferentes é parvo;
3. ter a sanita e o resto da casa de banho separados faz todo o sentido, porque não dá jeito nenhum lavar as mãos logo a seguir;
4. segundo a Wikipedia, Bruxelas tem, em média, 200 dias de chuva por ano - ou 300, segundo os próprios habitantes! ter a máquina de lavar fora de casa ou não ter de todo - o que obriga a vestir o sobretudo - é, a bem dizer, estúpido.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
os tempos estão a mudar
depois das declarações de Paulo Macedo, a Médis lançou agora um novo anúncio publicitário absolutamente mórbido e que resume em si toda uma nova forma de encarar a saúde pública em Portugal. mais uma vez se prova que a escolha dos ministros foi a mais adequada para cada um dos cargos em questão e que Paulo Macedo paulatinamente vai fazendo o trabalho que agrada de sobremaneira ao seu anterior empregador. Ora veja-se:
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
troca-tintas
a suposta juventude e as coisas que ela perdoa
inspirado pelos escritos de uma amiga, decidi escrever sobre aquilo de que não gosto. não consegui ter a mesma capacidade para fazer uma lista de tudo aquilo que me irrita e que eu não aprecio, mas decidi escrever sobre algo de que não gosto particularmente.
o presidente da Comissão Europeia, José Barroso, José Manuel Barroso, Durão Barroso, Durão, seja qual for o seu nome artístico neste momento, é uma personagem interessante da cena política. tem um percurso académico excepcional, sabe falar várias línguas, estudou em várias universidades de vários países europeus, não é mau de todo a falar e a discursar perante multidões, estejam elas à sua frente ou recostadas tranquilamente no sofá, gosta de viajar, gosta de ir aos Açores, sabe receber e aperta muito bem as mãos enquanto sorri. o senhor presidente (para não complicar a escolha do melhor nome de entre os possíveis), viveu a sua juventude, a sua entrada na vida adulta, em tempos de grande indefinição política, de enormes e compreensíveis euforias, de exageradas divisões e exacerbadas afirmações ideológicas, um período marcado por um maravilhoso idealismo revolucionário, uma total esperança no futuro e a certeza absoluta de uma ruptura consumada com o passado. facilmente se percebe o quão difícil terá sido para o jovem senhor presidente ultrapassar as dúvidas normais de qualquer jovem quando a estas acresce uma conjuntura política nacional extremamente complicada de definir. naturalmente, o jovem senhor presidente teve dificuldades em ajustar-se ao tempo em que vivia e em definir as suas convicções ideológicas e acabou por se juntar ao grande partido revolucionário e defensor dos direitos dos operários (trabalhadores já é uma concessão contemporânea), o PCTP / MRPP - Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses / Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado - para ajudar a liderar os seus colegas estudantes na luta do proletariado. em 1980, o já não tão jovem senhor presidente percebeu finalmente e de forma definitiva as suas convicções ideológicas e abraçou-as para sempre. desvarios de uma juventude difícil. não faz mal porque era jovem e não sabia bem o que andava a fazer. hoje defende outros ideais, tem outra população alvo, outras preocupações e outros conceitos económicos que o guiam; hoje pertence ao "centro"-direita, ao PPD / PSD - Partido Popular Democrático / Partido Social-Democrata - e a uma família partidária europeia diferente, chamada popular.
são coisas que acontecem. porque era jovem.
hoje já não é jovem, por isso não faz mal.
troca-tintas - ou nas palavras de Sepúlveda, vomitivo, carne de blogue!
um destacado jornalista de referência e director de referência de um jornal de referência, mais constante no nome utilizado, José Manuel Fernandes, vive neste momento os seus últimos dias nessas mesmas funções directivas. José Manuel Fernandes pertenceu à UDP - União Democrática Popular -, colaborou com A Voz do Povo, abraçou na sua juventude os ideias ideológicos de um partido de esquerda, lutou por esses ideais, escreveu sobre eles, eram a sua convicção. há não muito tempo atrás, durante um período de campanha eleitoral, participou num jantar de campanha do PPD / PSD.
são coisas que acontecem, porque era jovem.
hoje já não é jovem, por isso não faz mal.
troca-tintas - vomitivo, carne de blogue!
João Carlos Espada... é mais difícil porque oficialmente não pertence a nenhum partido. já pertenceu, quando era novo, quando era jovem e até foi director d' A Voz do Povo, o jornal da UDP. hoje tem opiniões um bocadinho diferentes de quando tinha convicções ideológicas fortes e era de esquerda e defendia o socialismo revolucionário e os operários e trabalhadores e as classes desfavorecidas e os estudantes e tudo o mais que havia para defender.
são coisas que acontecem, porque era jovem.
hoje já não é jovem, por isso não faz mal.
troca-tintas - vomitivo, carne de blogue!
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
parvoíce a alta velocidade
Um destacado líder partidário, que não interessa identificar como sendo Paulo Portas, disse que 90% dos portugueses nunca usaram, não usam (e não vão usar) o TGV. Isto sugere-me duas coisas, e começo pelo fim: sempre adorei as previsões feitas pela Maia, e outras fotografias que tais, mas agora temos o Portas a fazer futurismo e isso não pode ser motivo de qualquer outro sentimento que não o de imenso contentamento. Para além de ser o líder das mais finas e requintadas elites e, simultaneamente, de toda a populaça que com ele queira conviver, agora também nos apresenta previsões futurísticas absolutamente geniais e completamente fundamentadas.
Mas a primeira coisa que me sugere foi uma experiência que decidi fazer ao ouvir as suas primeiras palavras. Fui até à Gare do Oriente, ali no Parque das Nações, em Lisboa. Entrei, calmamente, e dirigi-me ao cais de embarque. Fiquei por ali alguns minutos vendo passar os comboios. Foi quando me apercebi que tinha acabado de perder o TGV. Perdi o TGV literalmente. Ainda andei à procura dele durante várias horas, mas não o encontrei. Continuo sem o encontrar... Oferece-se recompensa a quem tiver notícias sobre o meu TGV perdido...
Mas a primeira coisa que me sugere foi uma experiência que decidi fazer ao ouvir as suas primeiras palavras. Fui até à Gare do Oriente, ali no Parque das Nações, em Lisboa. Entrei, calmamente, e dirigi-me ao cais de embarque. Fiquei por ali alguns minutos vendo passar os comboios. Foi quando me apercebi que tinha acabado de perder o TGV. Perdi o TGV literalmente. Ainda andei à procura dele durante várias horas, mas não o encontrei. Continuo sem o encontrar... Oferece-se recompensa a quem tiver notícias sobre o meu TGV perdido...
sexta-feira, 31 de julho de 2009
I beg your pardon, Sir?!
Os ingleses, com a sua delicadeza congénita e com o seu politicamente correcto, educado e próprio de uma nação de cavalheiros e damas, têm esta expressão simpática de interpelação quando não compreenderam aquilo que foi dito, ou quando não julgam ter compreendido e querem demonstrar o quão confusos, e por vezes, ofendidos, se estão a sentir. O Tribunal Constitucional provocou-me esta reacção, "I beg your pardon, Sir?!" Ou melhor, confesso que, influenciado pela cultura linguística predominante dos seus confrades do outro lado do Atlântico, a primeira expressão que soltei foi um singelo "What the Fuck?!". E foi só quando me lembrei de que me estava a referir a tão altas e prestigiadas autoridades do Direito Constitucional que rapida e discretamente tentei corrigir para o seu correspondente inglês. Não foi uma interpelação à totalidade de suas excelências, porque numa decisão tão importante como esta, uma maioria simples de 3 para 2 é suficiente e não quero pôr em causa o trabalho de tão competente órgão judicial. Contudo não deixa de me causar estranheza, uma estranheza bem portuguesa, de mostarda no nariz, que em Portugal se continue a contrariar tão abertamente a Constituição portuguesa e que os partidos políticos ainda só estejam a contemplar colocar esta questão nos seus programas eleitorais. Pior ainda, que o Tribunal Constitucional, "ao qual compete especificamente administrar a justiça em matérias de natureza jurídico-constitucional.", contrarie tão abertamente a Constituição. No artigo 13º, que ostenta a epígrafe Princípio da Igualdade, não se refere a possibilidade de haver casamento entre pessoas do mesmo sexo. Contudo, diz-se: "1) todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei. e 2) ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual." Peço desculpa pelo rigor gramatical, mas quando se proibem duas pessoas do mesmo sexo de usufruírem de um direito que duas pessoas de sexos diferentes gozam, parece-me que o verbo a aplicar poderá ser o verbo prejudicar. Podia ser preconceito, mas preconceito não é um verbo!
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