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sábado, 31 de dezembro de 2011

sobre a perda...

"voglievo bene a tutti i due ma non sono stato capace di imprigionargli dentro questo bene. era la mia idea di libertà. pensavo che ognuno ha il diritto di vivere come gli pare. ma che libertà è morire?"

quarta-feira, 6 de abril de 2011

sobre estupidificação... três vezes...

como é que eu hei-de explicar isto?


o senhor Blatter e o senhor Platini já tinham dado boas provas de inépcia de pensamento e de análise; e compreendem a realidade quase tão bem como eu da melhor forma de se apanhar um bom bacalhau graúdo.
ora sucede que a Bósnia não é assim um Estado tão antigo quanto isso, pelo menos, de forma independente e, pelo menos, esta Bósnia contemporânea. e sucede da mesma forma que tem um governo tripartido que deriva da tripartição étnica, política e administrativa do país. e sucede também que há coisa de uma década estava a ocorrer um genocídio por estes lados. lembro-me sempre da forma triste como Emídio Fernando, jornalista da TSF, me contou que um dia em Lisboa, ao olhar pela janela da frente e ao ver uma senhora a regar as suas flores, se apercebeu de que, na Sarajevo que tinha acabado de deixar, muito provavelmente um deles já não estaria a olhar para o outro...
"- mas os estatutos..." "- ah! pois é, senhor presidente, os estatutos..."

e depois isto?

Cerimónia do 25 de Abril cancelada no Parlamento

por mim, acho que faz todo o sentido! também já farta tanta liberdade... dá-lhe Zé Mário:

Preocupações, crises políticas pá?
A culpa é dos partidos pá!
Esta merda dos partidos é que divide a malta pá,
pois pá, é só paleio pá, o pessoal não quer é trabalhar pá!
Razão tem o Jaime Neves pá!
(Olha deixaste cair as chaves do carro!)
Pois pá!
(Que é essa orelha de preto que tens no porta-chaves?)
É pá, deixa-te disso, não desestabilizes pá!
Eh, faz favor, mais uma bica e um pastel de nata.
Uma porra pá, um autêntico desastre o 25 de Abril,
esta confusão pá,
a malta estava sossegadinha, a bica a 15 tostões, a gasosa a sete e coroa...
Tá bem, essa merda da pide pá, Tarrafais e o carago,
mas no fim de contas quem é que não colaborava, ah?

Quantos bufos é que não havia nesta merda deste país, ah?
Quem é que não se calava, quem é que arriscava coiro e cabelo, assim mesmo, o que se chama arriscar, ah?
Meia dúzia de líricos, pá,
meia dúzia de líricos que acabavam todos a fugir para o estrangeiro, pá,
isto é tudo a mesma carneirada!
FMI, José Mário Branco

e por fim isto?

Parlamento italiano salva Berlusconi do caso Ruby

acho que é só assim, e chega, não?

ciao!


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

sobre coisas... outra vez...

tenho querido escrever, mas não sei bem sobre o quê. há coisas que me desassossegam, que me inquietam, mortificado fico. Erasmo, o de Roterdão, escreveu muito, sobre coisas, concretas, sérias, sobre a vida. elaborou uma compilação de provérbios e ditados populares, adagiorum collectanea, um de entre oitocentos, a guerra é doce para quem não a experimentou. Vegécio, o de Roma, cidade imperial, explicou e não confies demasiado se o soldado bisonho tem vivo desejo de combater, pois a luta é doce para os que não a experimentaram, mas, caso lhe acuda à memória, assusta desmedidamente quem quer que seja que a conheça.
preocupam-me os exércitos profissionais; que profissão têm então os soldados que não a de fazer a guerra? um sentimento de inquietude perturbante quando ouço um oficial da marinha americana dizer, off the record (ou seja, em dissonância com a posição oficial do governo), que se a industria militar dos estados unidos parasse ou fosse desmantelada, as consequências seriam catastróficas e toda a economia ruiria. assusta-me, sobretudo, por pessimismo, ou não, escutar o meu avô dizer que o factor de equilíbrio mundial, e europeu em particular, só virá com uma guerra.
aflige-me a luta no país basco, a liga do norte em Itália, a extrema direita na mittleuropa, os minaretes na suíça, o radicalismo (islâmico) em qualquer lado, as armas nucleares em todo o lado. apoquenta-me a intolerância, a incompreensão, a presunção, sobretudo a presunção. a presunção da falta de humildade, de quem se arroga o direito de dizer tudo sobre todos, de quem faz opiniões sem o mínimo rigor nas palavras que escolhe e utiliza, sem perceber que a palavra é uma arma, criada para ser inofensiva, tantas vezes subvertida para a infâmia e o perjúrio.
angustia-me o presente, o futuro que se apresenta. nada se aprendeu, os mesmos erros cometem-se vezes atrás de vezes. ignora-se Erasmo, o tal de Roterdão sendo a paz a melhor e a mais aprazível de todas as coisas, e a guerra, ao invés, não só a mais deplorável, como, ao mesmo tempo, a mais criminosa: acaso consideraremos que estão em seu perfeito juízo estes homens que, embora possam, com pequeno trabalho, alcançar a paz, preferem mesmo assim procurar a guerra através das maiores dificuldades?
como saber escrever outra coisa que não a angustia da destruição do homem contra o homem...?

sexta-feira, 31 de julho de 2009

dove sono?!

che cavolo succede al'Italia?! non, non me piacciono i cavoli... me piace più: che cazzo succede al'Italia?! dove cazzo sono l'italiani combattenti e resistenti?! l'antifascisti che sembrano ormai dormenti in fronte a un cavalieri che se assomiglia più ai fascisti che Mussolini se stesso?! dov'è l'Italia sveglia che non se lascia confondere con i piedi de agnello della famiglia Mussolini di nuovo sotto le luce abbagliante del potere... oppure con il ritorno sincero, spiacente, però, finanziariamente compensatori dei Savoia?! che ha successo con l'Italia de Garibaldi e Cavour, che se ha unificato coraggiosamente, che è sopravissuta delle umiliazione de un Trattato de Versailles, le direttive fasciste de Mussolini e di nuovo le umiliazione nella guerra in Africa, che è riuscita a farse sentire nel mondo come una potenza industriale, che ha dato al mondo la gioia de la conoscere, che ha avuto le scontri destra-sinistra, che ha vinto la guerra contro i terroristi rosse - che non hanno capito che la violenza le hanno fatto perdere la ragione - che ha pianto per Aldo Moro, sinceramente o non, che ha avuto dei angeli nel mezzo del fango, che ha legalizzato l'aborto, il divorzio - anche se mancano i diritti gay - contro una Chiesa che abita proprio dentro de se stessa, proprio al suo cuore, e molto prima de tante nazione europee, con ani luce de differenza della super potenza americana...
dov'è l'Italia capace de dire basta, capace de alzare il culo di fronte dei programmi intorpidenti e insultanti della mediaset, de fare giustizia e condannare il "Cavalieri Caimano", che se ride de tutte le situazione come se fosse sopra la legge, como se fosse intoccabile, che approva una legge de immunità per se stesso, che dichiara guerra ai napoletani che hanno dichiarato guerra alla Camorra?! dov'è questa Italia, dove sono questi italiani?! se ci sono, perché non se fanno sentire, se si fanno sentire, perché non gli ascoltiamo, e se gli ascoltiamo, perché la TV è ancora sul Italia 1?!