Mostrar mensagens com a etiqueta a guerra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta a guerra. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 8 de março de 2012

não resolve tudo

ou até pode nem resolver nada; mas nunca ninguém consegue resolver tudo, não é?

Kony 2012 - Invisible Children


KONY 2012 from INVISIBLE CHILDREN on Vimeo.KONY 2012 is a film and campaign by Invisible Children that aims to make Joseph Kony famous, not to celebrate him, but to raise support for his arrest and set a precedent for international justice.
HOW TO HELP:Visit: http://kony2012.comDonate to Invisible Children: https://www.stayclassy.org/checkout/set-donation?eid=14711For info on Invisible Children: http://invisiblechildren.com
DIRECTOR: Jason Russell LEAD EDITOR: Kathryn Lang EDITORS: Kevin Trout, Jay Salbert, Jesse Eslinger LEAD ANIMATOR: Chad Clendinen ANIMATOR: Jesse Eslinger 3-D MODELING: Victor Soto VISUAL EFFECTS: Chris Hop WRITERS: Jason Russell, Jedidiah Jenkins, Kathryn Lang, Danica Russell, Ben Keesey, Azy Groth PRODUCERS: Kimmy Vandivort, Heather Longerbeam, Chad Clendinen, Noelle Jouglet ORIGINAL SCORES: Joel P. West SOUND MIX: Stephen Grubbs, Mark Friedgen, Smart Post Sound COLOR: Damian Pelphrey, Company 3 CINEMATOGRAPHY: Jason Russell, Bobby Bailey, Laren Poole, Gavin Kelly, Chad Clendinen, Kevin Trout, Jay Salbert, Shannon Lynch PRODUCTION ASSISTANT: Jaime Landsverk LEAD DESIGNER: Tyler Fordham DESIGNERS: Chadwick Gantes, Stephen Witmer
MUSIC CREDIT: 
Original Instrumental Scores by Joel P. West http://www.joelpwest.com/
“02 Ghosts I” Performed by Nine Inch Nails, Written by Atticus Ross and Trent Reznor, Produced by Alan Moulder, Atticus Ross, and Trent Reznor, Nine Inch Nails appear courtesy of The Null Corporation
“Punching in a Dream”, Performed by The Naked and Famous, Written by Aaron Short, Alisa Xayalith, and Thom Powers, Produced by Thom Powers, The Naked and Famous appear courtesy of Somewhat Damaged and Universal Republic
“Arrival of the Birds”, Performed by The Cinematic Orchestra, Written by The Cinematic Orchestra, Produced by The Cinematic Orchestra, The Cinematic Orchestra appears courtesy of Disney Records
“Roll Away Your Stone”, Performed by Mumford and Sons, Written by Benjamin Lovett, Edward Dwane, Marcus Mumford, and Winston Marshall, Produced by Markus Dravs, Mumford and Sons appear courtesy of Glassnote Entertainment Group LLC
“On (Instrumental)”, Performed by Bloc PartyWritten by Bloc Party, Produced by Jacknife Lee, Bloc Party appears courtesy of Vice Records
“A Dream within a Dream”, Performed by The Glitch Mob, The Glitch Mob appears courtesy of Glass Air
“I Can’t Stop”, Performed by Flux Pavilion, Flux Pavilion appears courtesy of Circus Records Limited

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

sobre coisas... outra vez...

tenho querido escrever, mas não sei bem sobre o quê. há coisas que me desassossegam, que me inquietam, mortificado fico. Erasmo, o de Roterdão, escreveu muito, sobre coisas, concretas, sérias, sobre a vida. elaborou uma compilação de provérbios e ditados populares, adagiorum collectanea, um de entre oitocentos, a guerra é doce para quem não a experimentou. Vegécio, o de Roma, cidade imperial, explicou e não confies demasiado se o soldado bisonho tem vivo desejo de combater, pois a luta é doce para os que não a experimentaram, mas, caso lhe acuda à memória, assusta desmedidamente quem quer que seja que a conheça.
preocupam-me os exércitos profissionais; que profissão têm então os soldados que não a de fazer a guerra? um sentimento de inquietude perturbante quando ouço um oficial da marinha americana dizer, off the record (ou seja, em dissonância com a posição oficial do governo), que se a industria militar dos estados unidos parasse ou fosse desmantelada, as consequências seriam catastróficas e toda a economia ruiria. assusta-me, sobretudo, por pessimismo, ou não, escutar o meu avô dizer que o factor de equilíbrio mundial, e europeu em particular, só virá com uma guerra.
aflige-me a luta no país basco, a liga do norte em Itália, a extrema direita na mittleuropa, os minaretes na suíça, o radicalismo (islâmico) em qualquer lado, as armas nucleares em todo o lado. apoquenta-me a intolerância, a incompreensão, a presunção, sobretudo a presunção. a presunção da falta de humildade, de quem se arroga o direito de dizer tudo sobre todos, de quem faz opiniões sem o mínimo rigor nas palavras que escolhe e utiliza, sem perceber que a palavra é uma arma, criada para ser inofensiva, tantas vezes subvertida para a infâmia e o perjúrio.
angustia-me o presente, o futuro que se apresenta. nada se aprendeu, os mesmos erros cometem-se vezes atrás de vezes. ignora-se Erasmo, o tal de Roterdão sendo a paz a melhor e a mais aprazível de todas as coisas, e a guerra, ao invés, não só a mais deplorável, como, ao mesmo tempo, a mais criminosa: acaso consideraremos que estão em seu perfeito juízo estes homens que, embora possam, com pequeno trabalho, alcançar a paz, preferem mesmo assim procurar a guerra através das maiores dificuldades?
como saber escrever outra coisa que não a angustia da destruição do homem contra o homem...?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

em 1516-1517

ora, se nos negócios dos mortais existe algo que convenha empreender com cautela, ou melhor, que por todas as vias seja necessário fugir, afastar e repelir, sem dúvida que tal coisa é a guerra, que é o que há de mais ímpio, mais calamitoso, mais largamente pernicioso, ou que se aferra mais tenazmente, ou mais abominável ou mais inteiramente indigno do homem (…).

Desidério Erasmo (de Roterdão), Dulce Bellum Inexpertis (A Guerra)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

a guerra

- gostava, no entanto, de saber uma coisa - diz o albert. - haveria guerra se o kaiser dissesse que não?
- decerto, segundo creio - emiti eu. - diz-se, além disso, que ele a não queria.
- sim, talvez que ele só não fosse o suficiente, mas bastava estarem ao seu lado vinte ou trinta pessoas, no universo, e dissessem não.
- é provável - afirmei eu à maneira de concessão -, mas foram justamente esses que quiseram a guerra.

Erich Maria Remarque - A Oeste Nada de Novo