"As malas do portugueses | São como os olhos das rezes | Que se mastigam três vezes | Em cada chão"
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terça-feira, 13 de outubro de 2015
os torna-viagem tornarão
110.000 por ano. o mito que nunca saiu da Portela. o drama que não é drama nenhum. um país de costas voltadas, dividido e quebrado. mal tratante.
"As malas do portugueses | São como os olhos das rezes | Que se mastigam três vezes | Em cada chão"
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quarta-feira, 16 de maio de 2012
hipocrisia retórica / retórica hipócrita
recordo-me bem de vários debates que fui tendo com os cavaleiros do liberalismo, arautos da iniciativa privada. o tema, as "novas oportunidades", reunia, junto destes vanguardistas, um incrível consenso. e os elogios ao programa não eram poupados: facilitismo, oportunismo, falta de rigor, falta de credibilidade, amiguismo, injustiça, deslealdade, aproveitamento, incompetência, desperdício de fundos.
por uma vez, os membros do governo cumpriram com o prometido antes de serem eleitos para o cargo que ora ocupam e, logo que em plena posse, decidiram encerrar o malfadado programa. fim por decreto dos centros que o albergavam e despedimento sumário de quem nele exercia legitimamente a sua profissão. missão sobejamente bem cumprida.
recordo-me bem de vários debates com os mais radicais defensores do programa, os mais comprometidos com a iniciativa, alguns dos seus responsáveis, dos que a idealizaram e aplicaram. um incrível consenso na assunção das falhas - curriculares, letivas, de avaliação. havia desfasamentos, facilitismo, desadequações. e havia essa consciência. nada de extraordinário, portanto. a solução lógica seria corrigi-los, algo que reunia consenso e unanimidade, também, entre estes últimos. não era, não foi, a solução lógica.
com este encerramento, faltou uma coisa a este governo: perceber a essência do nome da coisa. não há desadequamento algum aí - o programa, era, foi, de facto, uma nova oportunidade para quem não a tinha tido ou a tinha desaproveitado. era, foi, a oportunidade de entender que o desemprego é o maior flagelo social que uma comunidade pode enfrentar, que a falta de realização profissional corrói o funcionamento da própria sociedade à velocidade de uma térmita, seguindo o mesmo padrão e adoptando as suas características, lentamente até à deterioração final súbita e repentina. que esta era, foi, uma nova oportunidade para combater o atraso educacional, o atraso na literacia que, ainda hoje, temos de dívida do tempo da outra senhora.
o combate ao facilitismo faz-se numa linguagem própria, o idioma eduquês, falado pela pseudo elite cratina, que considera que é preciso aumentar a exigência dos programas curriculares, endurecer os critérios de avaliação, apertar a malha da excelência. a pseudo elite cratina discordará de tudo o que aqui se discorre. corrijo, concordará com a dívida do tempo da outra senhora - a dívida de gratidão que, ainda hoje, temos.
vivam as cratinices!
vivam as cratinices!
lede:
Passos Coelho e os desempregados in Versaletes
Passos Coelho reitera que desemprego é uma «oportunidade» in TSF
Governo ordena despedimentos colectivos no Novas Oportunidades in Público
Fenprof e FNE contra encerramento dos centros Novas Oportunidades in Público
Encerrados 97 centros Novas Oportunidades desde novembro [de 2011] in SicNotícias
O teste intermédio de Matemática do 9.º ano foi “excessivamente complexo” e “completamente desadequado”, dizem as associações de professores. in Público
estamos quase lá
mais um bocadinho e consuma-se a morte. falta pouco.
"Ao fim de dez meses o cinema português corre perigo de vida", petição Cinema Português: Ultimato ao Governo in Público
hurra!
É preciso dizer mais alguma coisa?
Portugal tem das mais altas taxas de desemprego entre os jovens, de acordo com os dados hoje divulgados pela OCDE. in Público
sexta-feira, 13 de abril de 2012
mais cretinice falaciosa
estas declarações de Morais Sarmento são as palavras dos comentaristas à la Saraiva: falaciosas, hediondas, desumanas e impunemente aceitáveis em prime time português.
é o maior! morra o Sarmento, morra! pim!
é o maior! morra o Sarmento, morra! pim!
sobre a imbecilidade e a cretinice falaciosas
José António Saraiva tem uma propensão grande para abordar temas sobre a homossexualidade.
José António Saraiva tem uma propensão grande para abordar temas sobre a homossexualidade pela rama e sem saber do que fala.
José António Saraiva tem uma propensão grande para abordar temas sobre a homossexualidade pela rama, sem saber do que fala e de forma homofóbica.
José António Saraiva escreveu um tratado homofóbico sem sequer se ter apercebido de que o estava a fazer. para ele, isto - Homossexuais contestatários - são verdades dogmáticas universais, generalizações não abusivas, declarações intemporais de genialidade incompreendida, de quem está fora do seu tempo, de quem está fora de moda.
José António Saraiva está, de facto, fora de moda. já não é moda cheirar a bafio salazarista, já não é moda ser machista e homofóbico, já não é moda ser Saraiva. aflige-me a cretinice legitimada em folhas de jornal, em ondas de rádio ou imagens de TV. aflige-me sempre a cretinice falaciosa, incoerente, insustentável, preconceituosa e dogmática. afligem-me sempre os Saraivas desta vida.
aflige-me sempre a propagação desta espécie que nem vírus, tão comum por cá, os comentaristas, que tratam o público para quem escrevem ou falam com sobranceria e arrogância, como se o leitor, o ouvinte ou o espectador não fosse verificar o que está a ser dito ou escrito, não se fossem revoltar ou indignar ou contrapor sempre que a situação o justifique. espécie prolífera em Portugal esta, que exalta rejubilante quando em palco - na ponta da pena, ao microfone em estúdio, atrás das câmaras. espécie que passa por entre a chuva da desregulação, da incompetência, da falta de critérios de qualidade e rigor que tantas vezes medeiam e regulam o panorama mediático, obedecendo a um único desígnio - ditadura do lucro.
triste sorte esta quando sobrevivem com destaque e mérito os Saraivas desta vida e nos faltam tanto os Almadas que fazem Pum! honra feita a isto, que merece destaque - Bruno Nogueira à la Almada.
morra o Saraiva, morra! pim!
triste sorte esta quando sobrevivem com destaque e mérito os Saraivas desta vida e nos faltam tanto os Almadas que fazem Pum! honra feita a isto, que merece destaque - Bruno Nogueira à la Almada.
morra o Saraiva, morra! pim!
sexta-feira, 9 de março de 2012
retratos de um país a afundar
enquanto a Lusoponte recebe indemnizações compensatórias de 4,4 milhões de euros por não ter cobrado algo que, vai-se a ver, até cobrou, a OpArt teve uma redução de 4 milhões de euros.
é pena os valores de uma e outra coisa serem tão coincidentes; se não fossem, era mais difícil dizer que o dinheiro pago à Lusoponte podia estar a ser aplicado na manutenção da programação cultural em Portugal, nomeadamente a do Teatro Nacional São Carlos. assim é fácil.
no fundo, pequenos retratos de como se afunda um país - e a uma profundidade que nem de submarino lá chegamos. e de como, em Portugal, reformular significa tantas vezes cancelar.
Na sequência do corte na indemnização compensatória para aquele organismo de produção artística [OpArt], que passou de 19 milhões de euros, em 2011, para 15 milhões, em 2012, a direção artística do Teatro Nacional de São Carlos foi obrigada a reformular a programação.
Retirado daqui.
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